" Eu sou vários. Há multidões em mim. Na mesa de minha alma sentam-se muitos, e eu sou todos eles. Há um velho, uma criança, um sábio, um tolo. Você nunca saberá com quem está sentado ou quanto tempo permanecerá com cada um de mim..." Nietzsche ( A Gaia Ciência )
sábado, 4 de março de 2017
O impossível é evitar a nós mesmos.
"Sempre recomendei que as pessoas fossem comedidas não por humildade,
porém por vaidade, já que atacando alguém eu falo tanto de mim e dos
meus medos que a prudência impõe certo silêncio obsequioso. Poucas
coisas desnudam tanto minha alma como o ataque. Podemos sempre evitar o
texto de quem discordamos. O impossível é evitar a nós mesmos."
Leandro Karnal

domingo, 8 de janeiro de 2017
Meu amor independe do que me fazes...
Meu amor independe do que me fazes. Não cresce do que me dás. Se fosse
assim ele flutuaria ao sabor dos teus gestos. Teria razões e
explicações. “Amor é estado de graça e com amor não se paga.” Nada mais
falso do que o ditado popular que afirma que “amor com amor se paga”. O
amor não é regido pela lógica das trocas comerciais. Nada te devo. Nada
me deves. Como a rosa que floresce porque floresce, eu te amo porque te
amo.
Rubem Alves
Rubem Alves
Memória da Pele (João Bosco)
"Bate é na memória da minha pele
Bate é no sangue que bombeia na minha veia
Bate é no champanhe que borbulhava na sua taça
E que borbulha agora na minha cabeça..."🎵
Bate é no sangue que bombeia na minha veia
Bate é no champanhe que borbulhava na sua taça
E que borbulha agora na minha cabeça..."🎵
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
Voa...
rema, voa...
ai daqueles
que se amaram sem nenhuma briga
aqueles que deixaram
que a mágoa nova
virasse a chaga antiga
que se amaram sem nenhuma briga
aqueles que deixaram
que a mágoa nova
virasse a chaga antiga
ai daqueles que se amaram
sem saber que amar é pão feito em casa
e que a pedra só não voa
porque não quer
não porque não tem asa
sem saber que amar é pão feito em casa
e que a pedra só não voa
porque não quer
não porque não tem asa
*
PAULO LEMINSKI, in DISTRAÍDOS VENCEREMOS (Editora Brasiliense, 1987)
Ilustração do livro Journey, por ©Aaron Becker (Mariland, EUA)
sábado, 8 de outubro de 2016
quinta-feira, 18 de agosto de 2016
Amo as horas escuras do meu ser...
AMO AS HORAS ESCURAS DO MEU SER...'
RAINER MARIA RILKE, in O LIVRO DE HORAS, tradução de MARIA TERESA DIAS FURTADO (Assírio & Alvim,2008)
Amo as horas escuras do meu ser
em que se aprofundam meus sentidos;
nelas, como em cartas antigas se pode ler,
encontrei meus dias já vividos
e como lenda longínqua a desaparecer.
em que se aprofundam meus sentidos;
nelas, como em cartas antigas se pode ler,
encontrei meus dias já vividos
e como lenda longínqua a desaparecer.
Delas fico a saber que tenho espaço afinal
para uma segunda vida ampla e intemporal.
E por vezes sou uma árvore ampla
que madura e murmurante, por cima de uma campa
realiza o sonho que o rapaz de outrora
(em redor do qual se apertam raízes calorosas agora)
em tristezas e cantares deitou fora.
para uma segunda vida ampla e intemporal.
E por vezes sou uma árvore ampla
que madura e murmurante, por cima de uma campa
realiza o sonho que o rapaz de outrora
(em redor do qual se apertam raízes calorosas agora)
em tristezas e cantares deitou fora.
sábado, 6 de agosto de 2016
Há que saber esperar...
Há que se saber esperar, pois a natureza anda devagar. Não foi ainda atingida pela loucura da pressa.
Rubem Alves
.
No livro "As Melhores Crônicas de Rubem Alves"
Rubem Alves
.
No livro "As Melhores Crônicas de Rubem Alves"
sexta-feira, 22 de julho de 2016
terça-feira, 19 de julho de 2016
As nuvens amontoavam-se ante os alísios...
“As nuvens amontoavam-se ante os alísios, e, olhando em frente, viu
um bando de patos bravos desenhando-se contra o céu, acima das águas,
depois esborratando-se, desenhando-se outra vez, e reconheceu que o
homem nunca está só no mar.”
O Velho e o Mar, Ernest Hemingway.
O Velho e o Mar, Ernest Hemingway.
Na ilha por vezes habitada...
Na ilha por vezes habitada do que somos, há noites,
manhãs e madrugadas em que não precisamos de
morrer.
manhãs e madrugadas em que não precisamos de
morrer.
Então sabemos tudo do que foi e será.
O mundo aparece explicado definitivamente e entra
em nós uma grande serenidade, e dizem-se as
palavras que a significam.
Levantamos um punhado de terra e apertamo-la nas
mãos.
Com doçura.
Aí se contém toda a verdade suportável: o contorno, a
vontade e os limites.
Podemos então dizer que somos livres, com a paz e o
sorriso de quem se reconhece e viajou à roda do
mundo infatigável, porque mordeu a alma até aos
ossos dela.
Libertemos devagar a terra onde acontecem milagres
como a água, a pedra e a raiz.
Cada um de nós é por enquanto a vida.
Isso nos baste.
.
José Saramago In “Provavelmente Alegria”
O mundo aparece explicado definitivamente e entra
em nós uma grande serenidade, e dizem-se as
palavras que a significam.
Levantamos um punhado de terra e apertamo-la nas
mãos.
Com doçura.
Aí se contém toda a verdade suportável: o contorno, a
vontade e os limites.
Podemos então dizer que somos livres, com a paz e o
sorriso de quem se reconhece e viajou à roda do
mundo infatigável, porque mordeu a alma até aos
ossos dela.
Libertemos devagar a terra onde acontecem milagres
como a água, a pedra e a raiz.
Cada um de nós é por enquanto a vida.
Isso nos baste.
.
José Saramago In “Provavelmente Alegria”
Não sei se é amor que tens...
"Não sei se é amor que tens, ou amor que finges,
O que me dás. Dás-mo. Tanto me basta.
Já que o não sou por tempo,
Seja eu jovem por erro.
Pouco os deuses nos dão, e o pouco é falso.
Porém, se o dão, falso que seja, a dádiva
É verdadeira. Aceito,
Cerro olhos: é bastante.
Que mais quero?"
.
12-11-1930
Odes de Ricardo Reis (heterónimo de Fernando Pessoa)
O que me dás. Dás-mo. Tanto me basta.
Já que o não sou por tempo,
Seja eu jovem por erro.
Pouco os deuses nos dão, e o pouco é falso.
Porém, se o dão, falso que seja, a dádiva
É verdadeira. Aceito,
Cerro olhos: é bastante.
Que mais quero?"
.
12-11-1930
Odes de Ricardo Reis (heterónimo de Fernando Pessoa)
sábado, 16 de julho de 2016
quinta-feira, 14 de julho de 2016
Paciência
"Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
E o mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência..."
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
E o mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência..."
Céu de Santo Amaro
Céu de Santo Amaro - Flávio Venturini e Caetano Veloso.
Olho para o céu
Tantas estrelas dizendo da imensidão
Do universo em nós
A força desse amor
Nos invadiu...
Com ela veio a paz, toda beleza de sentir
Que para sempre uma estrela vai dizer
Simplesmente amo você...
Tantas estrelas dizendo da imensidão
Do universo em nós
A força desse amor
Nos invadiu...
Com ela veio a paz, toda beleza de sentir
Que para sempre uma estrela vai dizer
Simplesmente amo você...
Meu amor..
Vou lhe dizer
Quero você
Com a alegria de um pássaro
Em busca de outro verão
Na noite do sertão
Meu coração só quer bater por ti
Eu me coloco em tuas mãos
Para sentir todo o carinho que sonhei
Nós somos rainha e rei
Vou lhe dizer
Quero você
Com a alegria de um pássaro
Em busca de outro verão
Na noite do sertão
Meu coração só quer bater por ti
Eu me coloco em tuas mãos
Para sentir todo o carinho que sonhei
Nós somos rainha e rei
Na noite do sertão
Meu coração só quer bater por ti
Eu me coloco em tuas mãos
Para sentir todo o carinho que sonhei
Nós somos rainha e rei
Meu coração só quer bater por ti
Eu me coloco em tuas mãos
Para sentir todo o carinho que sonhei
Nós somos rainha e rei
Olho para o céu
Tantas estrelas dizendo da imensidão
Do universo em nós
A força desse amor nos invadiu...
Então...
Veio a certeza de amar você...
Tantas estrelas dizendo da imensidão
Do universo em nós
A força desse amor nos invadiu...
Então...
Veio a certeza de amar você...
P.S. Esta canção é uma adaptação da música " Arioso" do genial
compositor Johann Sebastian Bach. O que não diminui em nada o
maravilhoso trabalho de Flávio Venturini e de Caetano Veloso na criação
da letra e arranjos.
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