domingo, 20 de maio de 2012

Vou-me embora pra Pasárgada...


Manuel Bandeira

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Donna Summer - 1948/2012.
Muito obrigada pela sua voz...
Pela sua música...
Pela sua alegria...
Pelo seu talento...
Que estejas na Paz do Cristo Jesus.




terça-feira, 15 de maio de 2012

"Quando você atinge a iluminação não se torna uma nova pessoa. Na verdade, você não ganha nada, apenas perde algo: se desprende de suas correntes, de suas amarras, deixa para trás seu sofrimento. A iluminação é um processo de perda. Quando não há nada a perder, esse estado é o nirvana. Esse estado de completo silêncio pode ser chamado de iluminação."

Osho
 
 

segunda-feira, 14 de maio de 2012

"Quando se sonha sozinho, é apenas um sonho...

Quando sonhamos juntos, é o começo da realidade."


(Miguel de Cervantes)
 
 
 
Todo jardim começa com uma história de amor.
Antes que qualquer árvore seja plantada
ou um lago construído, é preciso que tenham
nascido dentro da alma.
Quem não planta jardins por dentro,
não planta jardins por fora e nem passeia por eles.

(Rubem Alves)





domingo, 13 de maio de 2012

O destino une e separa pessoas.
Mas nenhuma força é tão grande
para fazer esquecer as pessoas
que, por algum motivo,
um dia nos fizeram felizes.
(Mensagens de Paz e Luz) 

 
Numa entrevista, perguntaram para o Professor Hermógenes (escritor, professor e divulgador brasileiro de Hatha Yoga), hoje com quase 90 anos, qual o segredo para juventude.
Ele, então, respondeu que a fórmula “mágica” era: Entregar, Confiar, Aceitar e Agradecer!
Tão simples e tão difícil de executar!
Pensem nestas palavras e vejam o quão difícil é exercitá-las em nosso dia-a-dia… Vivemos tão cheios de expectativas em relação a nós mesmos e aos outros, buscando resultados a qualquer custo, querendo controlar tudo a nossa volta e, quando nos percebemos, estamos perdidos… Procuramos “remédios” fora de nós mesmos, o que muitas vezes nos causam mais sofrimentos.
Segundo o professor, é nas horas de profundo sofrimento que você alcança a metanóia ( é uma palavra grega que significa “mudar a direção da mente”).
Segue abaixo o texto do Professor Hermógenes para reflexão:
“Envolvidos por uma situação de estresse violento, de desafio alarmante, assaltados pela dor em forma de doença, pelo desemprego, desconforto, quando imersos numa crise que ultrapassa nossas esperanças de solução, é imperioso mobilizar todos nossos talentos, poderes, possibilidades, nossas reservas, para tentar uma saída, uma superação. Depois disso, se ainda nos vemos submetidos, manietados, derrotados, extenuados, vencidos, condenados… que resta fazer?
Para fazer face á situações assim, que me convencem de minha impotência, tenho aplicado, com vitória, uma estratégia que minha longa existência me fez aprender: entrego o problema ou entrego a mim mesmo, confiando na providência divina e, portanto, predisposto a aceitar o que vier como resposta, e, numa prova de amor e fé, agradeço a Deus, antecipadamente, pela resposta que Ele achar melhor, seja qual for. Entrego, confio, aceito e agradeço!
A entrega não chega a ser verdadeira se desejamos uma determinada resposta. Se nos entregarmos totalmente, de imediato a paz nos acaricia. Aí, naturalmente deixamos a batalha com Deus, que tudo pode, para que ele batalhe por nós. O alívio é imediato. Estar entregue a Deus é a mais perfeita condição de ahimsa, de brandura, de sábia imobilidade e, por isso mesmo, a mais eficaz.
Suponho que Deus, que sempre nos quer vivos, sadios, felizes, vitoriosos, se sente homenageado quando Lhe damos a chance de nos socorrer. Ele, que sempre deseja nossa fiel e incondicional confiança, aproveita a entrega e põe a nosso favor Sua onisciência, onipresença, onipotência, e é só o que nos salva. Enquanto, apavorados, estressados, nos debatemos em gestos inócuos, desesperados, imprecisos, violentos e agoniados, ele não encontra condições de assumir nossa batalha; não tem como atuar.
Ter fé em que Deus nos dará isso ou nos livrará daquilo é o que mais se vê. E achamos que agir assim é ter fé. Não é. A verdadeira fé consiste em calar para que Ele fale, em nos render ao que Ele quiser fazer de nós e por nós. Entenda este “seja feita a Vossa vontade” como wuwey, brandura, ahimsa, não-violência, saranagathi.
Se você quiser dar uma chance a Deus para que Ele ganhe a batalha, para que o salve, cure, liberte, ilumine, pacifique, o que tem a fazer é precisamente oferecer-Lhe sua quietude, sua brandura, sua não-violência. Se continuar afobado, como pode Deus atuar?”
Bons ventos lhes soprem, o que seu coração precisa para ser feliz!!!