" Eu sou vários. Há multidões em mim. Na mesa de minha alma sentam-se muitos, e eu sou todos eles. Há um velho, uma criança, um sábio, um tolo. Você nunca saberá com quem está sentado ou quanto tempo permanecerá com cada um de mim..." Nietzsche ( A Gaia Ciência )
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
Vida
Dar vida aos mortos
é obra para infinitos deuses.
Ressuscitar um vivo:
um só amor cumpre o milagre.
Mia Couto
é obra para infinitos deuses.
Ressuscitar um vivo:
um só amor cumpre o milagre.
Mia Couto
Solidão
“A solidão é o destino de todos os grandes espíritos”, diria
Schopenhauer. Também a desilusão, a tristeza, o sofrimento. Muita
inteligência e acurada visão de mundo não são, definitivamente, caronas
para a felicidade. Certamente o contrário, a ignorância, tem mais
facilidade em puxar a carroça.
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
A Casa - Mia Couto
O
convite ao lado feminino, a casa como símbolo da família, da educação,
do modo de estar no mundo.Se cada mulher ajudasse cada homem na
interiorização deste papel...Acabaria a violência no ser, no mundo...
Aqui está o principio de tudo!
A CASA
Confesso:
Quando a olhei
eu apenas queria,
em sua boca,
a água onde começa a vida.
Confesso:
Quando a olhei
eu apenas queria,
em sua boca,
a água onde começa a vida.
E fui num murmúrio:
preciso do teu fogo
para não morrer.
Ela, então,
sussurrou o convite:
vem a minha casa.
No caminho,
porém,
recusou meu braço,
esfriou o meu alento.
E corrigiu-me assim o intento:
não te quero corpo,
nem quero o fogo do leito,
nem o frio do adeus.
Suave murmurou:
levo-te,
homem,
a minha casa
para aprenderes a ser mulher.
Que nenhum outro fim
a casa tem.
Mia Couto
preciso do teu fogo
para não morrer.
Ela, então,
sussurrou o convite:
vem a minha casa.
No caminho,
porém,
recusou meu braço,
esfriou o meu alento.
E corrigiu-me assim o intento:
não te quero corpo,
nem quero o fogo do leito,
nem o frio do adeus.
Suave murmurou:
levo-te,
homem,
a minha casa
para aprenderes a ser mulher.
Que nenhum outro fim
a casa tem.
Mia Couto
terça-feira, 17 de novembro de 2015
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